Futebol
Não sou das mais ardorosas
torcedoras deste esporte, e tenho cá meus motivos, que veem ao caso neste
momento. Por um acaso, assisti um comentário sobre a derrota da Espanha, na
Copa do Mundo de Futebol deste ano, em que foi dito que os torcedores presentes
no jogo, ao seu final gritaram em uníssono ELIMINADA.
Bem, passei a refletir sobre
os vitoriosos e os derrotados, lembrando-me
de um conselho reiterado nos concursos e vestibulares, conclamando aos
que passaram (ganhadores) não fizessem grandes festejos no local do resultado
afixado, para não humilhar os, já infelizes, que não obtiveram sucesso.
Levo este observação para o
estádio de futebol. Em se tratando de um
esporte, e esporte para mim é PRIMEIRO competir e SEGUNDO vencer, me deixa
pasma a atitude do público, que me lembrou povos primitivos, próximos ao reino
dos irracionais.
Competir é o mais
importante. Competir com oponentes bem preparados é importante. Saber competir sem uso da violência em campo
é saber usar o esporte. Ganhar ou perder é uma consequência de atuações
coletivas e sorte (sim, sorte). Sorte, e
pois se trata de um jogo em que as cartas não estão marcadas, e o resultado só
sai no apito final.
Perder um jogo na Copa do
Mundo de Futebol já é muito triste. Perder um jogo na Copa do Mundo de futebol
na qualidade de equipe detentora do troféu de campeã anterior é humilhante. Perder num jogo da Copa do Mundo de Futebol em
que se é eliminado do torneio, sendo a equipe campeão anterior, é mais do que
humilhante. É arrasador. Verdadeira catástrofe. Desnecessária a verbalização
popular para tanto.
Fico, portanto pensando no
que levou esta turba presente ao estádio a tornar torturante a humilhação
espanhola. O que está contido no peito destes
indivíduos que se voltam contra um já alquebrado time. Contra quem afinal estes indivíduos
gritaram? O que tanto oprime estes
sujeitos?
Cai sobre mim uma chuva de
respostas que ainda preciso digerir.
19 de junho de 2014
Marilú Andrasan


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