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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Futebol

Não sou das mais ardorosas torcedoras deste esporte, e tenho cá meus motivos, que veem ao caso neste momento. Por um acaso, assisti um comentário sobre a derrota da Espanha, na Copa do Mundo de Futebol deste ano, em que foi dito que os torcedores presentes no jogo, ao seu final gritaram em uníssono ELIMINADA.
Bem, passei a refletir sobre os vitoriosos e os derrotados, lembrando-me  de um conselho reiterado nos concursos e vestibulares, conclamando aos que passaram (ganhadores) não fizessem grandes festejos no local do resultado afixado, para não humilhar os, já infelizes, que não obtiveram sucesso.
Levo este observação para o estádio de futebol.  Em se tratando de um esporte, e esporte para mim é PRIMEIRO competir e SEGUNDO vencer, me deixa pasma a atitude do público, que me lembrou povos primitivos, próximos ao reino dos irracionais. 
Competir é o mais importante. Competir com oponentes bem preparados é importante.  Saber competir sem uso da violência em campo é saber usar o esporte. Ganhar ou perder é uma consequência de atuações coletivas e sorte (sim, sorte).  Sorte, e pois se trata de um jogo em que as cartas não estão marcadas, e o resultado só sai no apito final.
Perder um jogo na Copa do Mundo de Futebol já é muito triste. Perder um jogo na Copa do Mundo de futebol na qualidade de equipe detentora do troféu de campeã anterior é humilhante.  Perder num jogo da Copa do Mundo de Futebol em que se é eliminado do torneio, sendo a equipe campeão anterior, é mais do que humilhante. É arrasador. Verdadeira catástrofe. Desnecessária a verbalização popular para tanto.
Fico, portanto pensando no que levou esta turba presente ao estádio a tornar torturante a humilhação espanhola.  O que está contido no peito destes indivíduos que se voltam contra um já alquebrado time.  Contra quem afinal estes indivíduos gritaram?  O que tanto oprime estes sujeitos?
Cai sobre mim uma chuva de respostas que ainda preciso digerir.
19 de junho de 2014

Marilú Andrasan

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

                                                                                        Setembro de 2013
DESABAFO
Levei anos, anos mesmo, procurando uma forma de apresentar trabalho que venho desenvolvendo usando fotografia de luzes deformadas, ou seja um suporte que conversasse com o trabalho, que estivesse em harmonia com minha proposta e fizesse parte integrante dela.
Eureka!!! Fazendo apenas a transposição de situações, fácil, fácil, debaixo do meu nariz, difícil foi achar esta facilidade toda.
Encontrei a forma de apresentação que satisfaz minha exigência primária, em acrílico, fiz um ensaio com três fotografias.  Levei para a feira ARTIGO estes três modestos módulos como um início de interação com o ambiente de galeria. Vi que há necessidade de um aperfeiçoamento nesta apresentação, de forma a não “magoar” a própria imagem que comporta.
Porém, mostrei esta forma de exibir este projeto a uma pessoa “amiga”, que em muito me ajudou no trazer e levar os trabalhos para a Feira, e qual não foi minha surpresa!!!!
Esta “amiga” apropriou-se indebitamente de minha ideia para usar como moldura para seus quadros que não conversam em nada com  a matéria – acrílico.  Conversei amigavelmente e o mais brandamente possível sobre este assunto com ela, que alegou desconhecer meus objetivos e que a partir daquela data não mais faria uso do objeto.  Me pediu em troca ajuda para inventar uma moldura parecida -  aqui registro que não vejo como moldura, mas como parte integrante do trabalho que desenvolvo. Por solidariedade, ajudei-a a pensar numa solução para ela e em acrílico já que era o que desejava, na primeira tentativa de efetivar sua moldura apareceram algumas dificuldades que deveriam ser enfrentadas por quem está disposto a criar algo novo.  E diante destas dificuldades, em vez de enfrentá-las esta mui amiga me disse que desejava usar minha criação como moldura e que se eu queria exclusividade deveria patenteá-la !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Incrível que no mundo das artes tenha algum artista de patentear seu trabalho!
Me senti aí agredida e percebi então que houve um abuso de amizade e da intimidade que dei a ela, até por que, ensinei a ela e há bastante tempo, como é que eu faço as fotos, dei o “pulo do gato”, ingenuamente.
Meu projeto ainda não está pronto, nem vou correr com ele, pois tem seu próprio tempo, mas vou denunciar e dar o nome da santa se encontrar pelo caminho qualquer coisa que se parece com a chamada ‘moldura” e ou fotografias publicadas com as luzes deformadas como eu faço!
É triste que haja pessoas que se dizem artistas, que se dizem amigas, que copiam o trabalho do outro antes mesmo dele ser publicado e nem vermelhas ficam.

É triste que tenha eu de enfrentar esta apropriação indébita dentro do meu próprio círculo de conhecidos!


É triste ter de tomar uma atitude assim tão agressiva em defesa do meu trabalho.  Estou chocada, magoada, triste mesmo, e um tanto desmotivada.
                                                           
                                                                                               Marilú Andrasan

sábado, 4 de maio de 2013


TROCANDO EM MIUDOS - VIRTUALMENTE
Na seara do relacionamento pessoal.

Venho refletindo sobre o que é estar com o outro hoje em dia. Na era do e.mail, SMS, Orkut, depois Facebook, cada dia se torna mais difícil o contato físico entre as pessoas e seus relacionamentos.

Ano passado me propus a quebrar esta virtualidade moderna e me prontifiquei a visitar os amigos e conhecido, avisando logo que não queria ser servida de bebidas e canapés, chás e torradas.  Queira apenas estar com o outro sem a necessidade de um pretexto que não o puro estar.

No Facebook percebi que tenho cerca de 150 amigos/conhecidos. Usei o telefone fixo para combinar um encontro, a toa, despretensioso, sem nenhuma pauta a ser cumprida.  Por incrível que possa parecer, só consegui visitar cinco pessoas.  As demais, ao longo do ano, tinham muitos compromissos, tinham viagens a fazer (eu também viajei) e uma série de outros empecilhos que não permitiam perder tempo com o simples estar com alguém.  

Mas todos estavam com tempo sobrando para falar ao telefone, ou pelo próprio facebook, trocando comigo as novidades e experiências de vida que estavam enfrentando no momento, as alegrias e agruras, as expectativas, etc. e tal. Conversas para mais de uma hora.

TROCANDO EM MIUDOS - VIRTUALMENTE!

Indo para as relações de trabalho, de grupos de estudos, o problema se aguça!
É a maior dificuldade marcar uma reunião com um grupo, ninguém tem tempo disponível para uma reunião física, é uma dificuldade tremenda ajustar um horário e um dia em que todos tenham disponibilidade sem atrapalhar seus compromissos pessoais. Ninguém se dispõe a mexer em sua agenda para encaixar um pequeno encontro físico. 

Por mais importante que seja esta reunião, para fechar roteiros e modus operandis, e até mesmo que seja para efetuar rateio financeiro. MAS TODOS TEM DISPONIBILIDADE PARA UMA VIDEO CONFERÊNCIA PELO SKYPE, PELO FACEBOOK, OU PELO GMAIL em qualquer hora do dia ou da noite, de segunda a segunda! Tudo pode ser resolvido pela internete, até a transferência de numerários.

TROCANDO EM MIUDOS – VIRTUALMENTE!

Passo agora para as relações familiares. Estas ainda possuem um resquício de relações afetivas concretas, mas se o mundo ficou pequeno por um lado, por outro possibilitou a diáspora familiar. Na busca de melhores oportunidades, de crescimento , de emprego, e melhores condições de vida, o mundo se agigantou pois a família não fica mais restrita a um território determinado, mas um território globalizado, em que podemos estar a distâncias consideráveis que impedem as relações afetivas concretas e físicas, e para manter a unidade familiar, troca-se as reuniões familiares físicas pelo e.mail,  sms,  facebook,  skype. 

TROCANDO EM MIUDOS – VIRTUALMENTE

E somente em algumas reuniões bem marcantes, como casamento e morte, a família se reúne novamente, nestas ocasiões as distancias pouco importam.  Fora disto, vez por outra, quando há coincidência, uma reunião familiar pela páscoa, pelo natal, pelo aniversário de um ou outro. 

Costumo encontrar os vizinhos apenas na fila do supermercado no centro da cidade, mas não nos vemos na rua em que moramos.  Costumo encontrar os amigos nos ônibus urbanos ou intermunicipais, mas não conseguimos nos encontrar onde nos conhecemos.  Costumo encontrar a turma do trabalho apenas quando estamos trabalhando juntos, estamos sempre fazendo algo que não diz respeito a relação com o outro. Nunca há encontros marcados, fora dos contextos que nos obrigam estar juntos.

Isto tudo é uma constatação de como mudou as relações interpessoais no mundo atual, como a realidade é cada dia mais virtual, mais elaborada, pouco impulsiva, todos os atos mais estudados, um ser humano meio mascarado, em que os defeitos ficam escondidos debaixo do mouse ou do teclado, pois a distância física permite isto.

E esta distância física é visível até quando se está perto, todo mundo de fone no ouvido, só se ouve o que quer, e com a atenção auditiva cognitiva voltada para o fone, não se presta atenção ao seu redor, não se vê, não se fala. Isto quando não se está conectado aos smartfones, ipods, galaxis, etc. ...

A sociedade se isolou com seus indivíduos voltados para dentro de si, como um bando de robôs, mortos vivos, encapsulados com seus fantasmas,  perambulando pelas ruas, pelos bares, pelos bancos, pela vida.

TROCANDO EM MIUDOS – VIRTUALMENTE.


Janeiro de 2013
Marilú Andrasan

sábado, 30 de abril de 2011

Matando um Leão por Dia

MATANDO UM LEÃO POR DIA
Pierre Schurmann

Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu.

Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida.

Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios. Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:

-"Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia".

Sua resposta, rápida e afiada, foi:
-"Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele".

Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:
- "Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você".

Segue, mais ou menos, o que consegui lembrar da conversa:

"Existe um ditado popular antigo que diz que temos de "matar um leão por dia". E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão.

A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.

Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão. Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?

Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado! A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente. Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral.

Este "fracasso" me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão? Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão”.

Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história? Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:

- "É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma. Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante. Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios. Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos. Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser. Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele. Que a metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso. Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele.”

Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades para crescer, ser mais forte, e "me virar" nesta selva em que vivemos.

A capacidade de luta que há em você,
precisa de adversidades para revelar-se.
(Pierre Schurmann)

domingo, 13 de março de 2011

VIVA TERÊ !!!!!!!!!!!!!!

É assim que se faz, se constroi, parabéns a Terê, e a todos que querem vê-la cada dia mais linda! Vejam, compartilhem, e sintam-se também parte, clicando
http://www.youtube.com/watch?v=tbaKTbahFu0

Clipe produzido voluntariamente por produtores de vídeo, compositores, cantores, músicos, arranjadores e técnicos de som da cidade de Teresópolis/RJ para o lançamento da campanha motivacional VIVA TERÊ. Orgulho-me de poder participar de uma construção tão legal, por tanta gente boa e com um único e emocionante objetivo: O BEM

quarta-feira, 9 de março de 2011

REFLEXÃO & AÇÃO

Refletindo sobre estes e.mails, propagandeando o impeachment do prefeito atual do Teresópolis, particularmente, acho que não deve ser divulgado sem um aprofundamento dos fatos.
Acredito que não estamos num momento em que se tenha de pedir a cabeça de um prefeito, pois de nada vai nos ajudar no imediato, mas ajuda em muito aos que perderam a eleição passada e seu curral eleitoreiro.
Pense e reflita sobre o assunto. 
Se voce tivesse ido ao Forum sobre prevenção de acidentes naturais que aconteceu no hotel Alpina, e organizado pelo CEAT (centro de ecologia aplicada de Teresopolis), nos dias 26 e 27, talvez tivesse maior conhecimento do que o pessoal que estuda o assunto - geografos, geólogos, engenheiros, urbanistas, paisagistas, que virem de SP, SC, PE, MG, e do Rio de Janeiro, não estaria engajado/a nesta campanha.
Nestes dias de intensa informação cientifica, onde estavam presentes representantes do governo municipal, nas pessoas dos secretários de saúde, planejamento, e agricultura, ficou evidente de que é urgente a criação de um plano municipal interdisciplinar para estudar um PROJETO de MÉDIO e LONGO prazo para não só recuperar a cidade e o teto dos cidadãos, mas dá-lhes local seguro para moradia.
Não são cabíveis COBRANÇAS LEVIANAS, eleitoreiras para refazer o que foi mal feito nesta urgência e calar a boca do este povo ignorante, para depois ficar novamente velando uma montanha de mortos em outra gestão, seria irresponsabilidade governamental, e parece que é isto que este tipo de divulgação apregoada nestes e.mail sobre a derrubada do atual prefeito.
Será que os teresopolitanos pensam tão pequeno? Será que apesar desta paisagem maravilhosa têem vista tão curta?
Pelo que ficou bem claro, e dito por um geólogo de Floripa, que não sabe dos meandros políticos teresopolitanos, foi que a grande responsabilidade pelas mortes e desabrigo em Campo Grande foi do governo municipal que permitiu fosse aquela área habitada, ou seja, TRICANO, que doou com pompas e circunstancias terrenos daquela área aos que ficaram sem familia e sem teto. Este fato foi registrado pela imprensa e teve na época violenta reação do Sr, Minc sobre esta postura do Tricano.
Então - pergunto, que tal aliar as forças vingadoras teresopolitanas contra este bandido - leia-se TRICANO, que nestas horas palita os dentes vendo seu emporcalhamento da cidade jogado na responsabilidade de atual prefeito e  que, como bandido e ladrão esperto que é, está por detras desta tentativa de impeachment do atual prefeito??????

Eu voto nulo - não fico rezando, nem tenho partido - mas sou consciente.

DE QUE LADO VOCE ESTÁ?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A CULPA É DA NATUREZA!

Refletindo sobre nossa tragédia, ouvindo as diversas opiniões de especialistas em solo (engenheiros de solo, goelogistas, institutos de estudo sobre geologia USP, etc e tal), lendo as mais diversas especialidades de palpites e pitakos dos nossos mais ilustres representantes do povo – sem concorrer a qualquer eleição para tanto, concluí que:
1 - Pelos plantonistas de acusações, sempre a procura de um bode expiatório, e sendo imprescindível a eleição de um culpado, que no mínimo diminua o drama individual que se abateu sobre os desabrigados, desalojados, órfãos de toda a ordem, inclusive aqueles que necessitados de uma “bandeira” para levantar alguma causa contra seja lá quem for, a CULPA é do desmatamento, da ocupação desordenada do solo, da voracidade de alguns políticos que andaram por Teresópolis, antes da atual administração (no meu plantão de acusações concordo com a afirmação, mas que nem por isto evoco por falta de lógica na atual conjuntura).
Há necessidade de a todo custo eleger um BODE, de um CULPADO que atenue nossa dor!!!!!!!!!!
2 – Por parte dos especialistas encanudados, que para tanto estudaram, e examinaram a questão á luz do conhecimento científico, a resposta é bem mais simples, apesar de cruel para todos nós;
A CULPA É DA PRÓPRIA NATUREZA DO SOLO !
Vejamos:  Apurei lendo e ouvindo os engenheiros e geólogos, que o solo da Serra do Mar e da Mantiqueira, de tempos em tempos – históricos – escorre.  Escorrega volumosos nacos de terra com toda sua mata atlântica original de roldão, sem a necessidade da interferência do homem, isto é sem que haja desmatamentos, ou ocupação indevida em seu solo. 
Isto acontece a todos os momentos, em diversos lugares da imensa cadeia de montanhas que foram as duas serras, só que na maioria das vezes em locais onde não há interferência do homem nem gente morando, daí que não vira noticiário, até por que isto é corriqueiro na natureza da serra. 
Quando a Serra se derramou sobre Campo Grande, Posse, Caleme, S.J.Rio Preto, Areal, Vieira, Campo do Coelho, Conquista, Centro de N. Friburgo, etc, e em suas adjacências, deu de encontro conosco, e não se fez de rogada, e sem se perturbar com nosso drama mudou o curso de rios, aplainou várzeas e criou nova paisagem, como sempre e desde que a Terra existe, e muito antes de nosso aparecimento no planeta! Para a Natureza é um acontecimento banal, para nós,  uma tragédia.
A nós fica o sentimento de pequinêz, incapacidade de reação, de ser dominado pela força descomunal da Natureza quando resolve se manifestar em toda sua grandiosidade. De caçadores passamos a caça.
Como não podemos condenar a Natureza até por que ela é mais poderosa que nós, condenemos nossos semelhantes, é mais fácil, não acham?  Pelo menos assim reduzimos nosso sentimento de ter sido afrontados, pegos à traição na calada da noite.
Mas tenhamos consciência de que não há culpados entre os homens. Nem os pobres sitiantes naufragados, nem os políticos inescrupulosos que nos rodeiam. Se há algum culpado é a própria Natureza ! Sem esquecer que TUDO PASSA, tudo se transforma, para o bem e para o mal, seja como for .... a TERRA É SAGRADA e como sacra tudo pode!