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sábado, 30 de abril de 2011

Matando um Leão por Dia

MATANDO UM LEÃO POR DIA
Pierre Schurmann

Em vez de matar um leão por dia, aprenda a amar o seu.

Outro dia, tive o privilégio de fazer algo que adoro: fui almoçar com um amigo, hoje chegando perto de seus 70 anos. Gosto disso. São raras as chances que temos de escutar suas histórias e absorver um pouco de sabedoria das pessoas que já passaram por grandes experiências nesta vida.

Depois de um almoço longo, no qual falamos bem pouco de negócios mas muito sobre a vida, ele me perguntou sobre meus negócios. Contei um pouco do que estava fazendo e, meio sem querer, disse a ele:

-"Pois é. Empresário, hoje, tem de matar um leão por dia".

Sua resposta, rápida e afiada, foi:
-"Não mate seu leão. Você deveria mesmo era cuidar dele".

Fiquei surpreso com a resposta e ele provavelmente deve ter notado minha surpresa, pois me disse:
- "Deixe-me lhe contar uma história que quero compartilhar com você".

Segue, mais ou menos, o que consegui lembrar da conversa:

"Existe um ditado popular antigo que diz que temos de "matar um leão por dia". E por muitos anos, eu acreditei nisso, e acordava todos os dias querendo encontrar o tal leão.

A vida foi passando e muitas vezes me vi repetindo essa frase.

Quando cheguei aos 50 anos, meus negócios já tinham crescido e precisava trabalhar um pouco menos, mas sempre me lembrava do tal leão. Afinal, quem não se preocupa quando tem de matar um deles por dia?

Pois bem. Cheguei aos meus 60 e decidi que era hora de meus filhos começarem a tocar a firma. Mas qual não foi minha surpresa ao ver que nenhum dos três estava preparado! A cada desafio que enfrentavam, parecia que iam desmoronar emocionalmente. Para minha tristeza, tive de voltar à frente dos negócios, até conseguir contratar alguém, que hoje é nosso diretor-geral.

Este "fracasso" me fez pensar muito. O que fiz de errado no meu plano de sucessão? Hoje, do alto dos meus quase 70 anos, eu tenho uma suspeita: a culpa foi do leão”.

Novamente, eu fiz cara de surpreso. O que o leão tinha a ver com a história? Ele, olhando para o horizonte, como que tentando buscar um passado distante, me disse:

- "É. Pode ser que a culpa não seja cem por cento do leão, mas fica mais fácil justificar dessa forma. Porque, desde quando meus filhos eram pequenos, dei tudo para eles. Uma educação excelente, oportunidade de morar no exterior, estágio em empresas de amigos. Mas, ao dar tudo a eles, esqueci de dar um leão para cada, que era o mais importante. Meu jovem, aprendi que somos o resultado de nossos desafios. Com grandes desafios, nos tornamos grandes. Com pequenos desafios, nos tornamos pequenos. Aprendi que, quanto mais bravo o leão, mais gratos temos de ser. Por isso, aprendi a não só respeitar o leão, mas a admirá-lo e a gostar dele. Que a metáfora é importante, mas errônea: não devemos matar um leão por dia, mas sim cuidar do nosso. Porque o dia em que o leão, em nossas vidas morre, começamos a morrer junto com ele.”

Depois daquele dia, decidi aprender a amar o meu leão. E o que eram desafios se tornaram oportunidades para crescer, ser mais forte, e "me virar" nesta selva em que vivemos.

A capacidade de luta que há em você,
precisa de adversidades para revelar-se.
(Pierre Schurmann)

domingo, 13 de março de 2011

VIVA TERÊ !!!!!!!!!!!!!!

É assim que se faz, se constroi, parabéns a Terê, e a todos que querem vê-la cada dia mais linda! Vejam, compartilhem, e sintam-se também parte, clicando
http://www.youtube.com/watch?v=tbaKTbahFu0

Clipe produzido voluntariamente por produtores de vídeo, compositores, cantores, músicos, arranjadores e técnicos de som da cidade de Teresópolis/RJ para o lançamento da campanha motivacional VIVA TERÊ. Orgulho-me de poder participar de uma construção tão legal, por tanta gente boa e com um único e emocionante objetivo: O BEM

quarta-feira, 9 de março de 2011

REFLEXÃO & AÇÃO

Refletindo sobre estes e.mails, propagandeando o impeachment do prefeito atual do Teresópolis, particularmente, acho que não deve ser divulgado sem um aprofundamento dos fatos.
Acredito que não estamos num momento em que se tenha de pedir a cabeça de um prefeito, pois de nada vai nos ajudar no imediato, mas ajuda em muito aos que perderam a eleição passada e seu curral eleitoreiro.
Pense e reflita sobre o assunto. 
Se voce tivesse ido ao Forum sobre prevenção de acidentes naturais que aconteceu no hotel Alpina, e organizado pelo CEAT (centro de ecologia aplicada de Teresopolis), nos dias 26 e 27, talvez tivesse maior conhecimento do que o pessoal que estuda o assunto - geografos, geólogos, engenheiros, urbanistas, paisagistas, que virem de SP, SC, PE, MG, e do Rio de Janeiro, não estaria engajado/a nesta campanha.
Nestes dias de intensa informação cientifica, onde estavam presentes representantes do governo municipal, nas pessoas dos secretários de saúde, planejamento, e agricultura, ficou evidente de que é urgente a criação de um plano municipal interdisciplinar para estudar um PROJETO de MÉDIO e LONGO prazo para não só recuperar a cidade e o teto dos cidadãos, mas dá-lhes local seguro para moradia.
Não são cabíveis COBRANÇAS LEVIANAS, eleitoreiras para refazer o que foi mal feito nesta urgência e calar a boca do este povo ignorante, para depois ficar novamente velando uma montanha de mortos em outra gestão, seria irresponsabilidade governamental, e parece que é isto que este tipo de divulgação apregoada nestes e.mail sobre a derrubada do atual prefeito.
Será que os teresopolitanos pensam tão pequeno? Será que apesar desta paisagem maravilhosa têem vista tão curta?
Pelo que ficou bem claro, e dito por um geólogo de Floripa, que não sabe dos meandros políticos teresopolitanos, foi que a grande responsabilidade pelas mortes e desabrigo em Campo Grande foi do governo municipal que permitiu fosse aquela área habitada, ou seja, TRICANO, que doou com pompas e circunstancias terrenos daquela área aos que ficaram sem familia e sem teto. Este fato foi registrado pela imprensa e teve na época violenta reação do Sr, Minc sobre esta postura do Tricano.
Então - pergunto, que tal aliar as forças vingadoras teresopolitanas contra este bandido - leia-se TRICANO, que nestas horas palita os dentes vendo seu emporcalhamento da cidade jogado na responsabilidade de atual prefeito e  que, como bandido e ladrão esperto que é, está por detras desta tentativa de impeachment do atual prefeito??????

Eu voto nulo - não fico rezando, nem tenho partido - mas sou consciente.

DE QUE LADO VOCE ESTÁ?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A CULPA É DA NATUREZA!

Refletindo sobre nossa tragédia, ouvindo as diversas opiniões de especialistas em solo (engenheiros de solo, goelogistas, institutos de estudo sobre geologia USP, etc e tal), lendo as mais diversas especialidades de palpites e pitakos dos nossos mais ilustres representantes do povo – sem concorrer a qualquer eleição para tanto, concluí que:
1 - Pelos plantonistas de acusações, sempre a procura de um bode expiatório, e sendo imprescindível a eleição de um culpado, que no mínimo diminua o drama individual que se abateu sobre os desabrigados, desalojados, órfãos de toda a ordem, inclusive aqueles que necessitados de uma “bandeira” para levantar alguma causa contra seja lá quem for, a CULPA é do desmatamento, da ocupação desordenada do solo, da voracidade de alguns políticos que andaram por Teresópolis, antes da atual administração (no meu plantão de acusações concordo com a afirmação, mas que nem por isto evoco por falta de lógica na atual conjuntura).
Há necessidade de a todo custo eleger um BODE, de um CULPADO que atenue nossa dor!!!!!!!!!!
2 – Por parte dos especialistas encanudados, que para tanto estudaram, e examinaram a questão á luz do conhecimento científico, a resposta é bem mais simples, apesar de cruel para todos nós;
A CULPA É DA PRÓPRIA NATUREZA DO SOLO !
Vejamos:  Apurei lendo e ouvindo os engenheiros e geólogos, que o solo da Serra do Mar e da Mantiqueira, de tempos em tempos – históricos – escorre.  Escorrega volumosos nacos de terra com toda sua mata atlântica original de roldão, sem a necessidade da interferência do homem, isto é sem que haja desmatamentos, ou ocupação indevida em seu solo. 
Isto acontece a todos os momentos, em diversos lugares da imensa cadeia de montanhas que foram as duas serras, só que na maioria das vezes em locais onde não há interferência do homem nem gente morando, daí que não vira noticiário, até por que isto é corriqueiro na natureza da serra. 
Quando a Serra se derramou sobre Campo Grande, Posse, Caleme, S.J.Rio Preto, Areal, Vieira, Campo do Coelho, Conquista, Centro de N. Friburgo, etc, e em suas adjacências, deu de encontro conosco, e não se fez de rogada, e sem se perturbar com nosso drama mudou o curso de rios, aplainou várzeas e criou nova paisagem, como sempre e desde que a Terra existe, e muito antes de nosso aparecimento no planeta! Para a Natureza é um acontecimento banal, para nós,  uma tragédia.
A nós fica o sentimento de pequinêz, incapacidade de reação, de ser dominado pela força descomunal da Natureza quando resolve se manifestar em toda sua grandiosidade. De caçadores passamos a caça.
Como não podemos condenar a Natureza até por que ela é mais poderosa que nós, condenemos nossos semelhantes, é mais fácil, não acham?  Pelo menos assim reduzimos nosso sentimento de ter sido afrontados, pegos à traição na calada da noite.
Mas tenhamos consciência de que não há culpados entre os homens. Nem os pobres sitiantes naufragados, nem os políticos inescrupulosos que nos rodeiam. Se há algum culpado é a própria Natureza ! Sem esquecer que TUDO PASSA, tudo se transforma, para o bem e para o mal, seja como for .... a TERRA É SAGRADA e como sacra tudo pode!